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Nenesurreal é homenageada na 15ª edição do Dia do Graffiti; confira a programação

O Dia do Graffiti 2018 marca sua 15ª edição homenageando uma das mais expoentes artistas de arte urbana. Nenesurreal é mulher negra, periférica, mãe, avó, educadora. Uma artista singular, atuante desde 1996, Nenesurreal usa seu trabalho como resposta a injustiças sofridas pela população pobre e preta, sobretudo pelas mulheres. Em 2017, ela completou 50 anos de vida e de história.

Confira o texto de Ketty Valencio, escritora e proprietária da Livraria Africanidades, sobre Nenesurreal.

Como em todos os anos, a Ação Educativa reúne coletivos artísticos para planejar e executar este momento, radicalizando o conceito de curadoria coletiva e propondo uma construção conjunta do evento, desde às pessoas homenageadas à proposta artística do espaço.

Confira os vinte coletivos que fazem parte da construção deste ano:

1. Arte e Cultura na Kebrada
2. Arte na Medida
3. Arte na Casa
4. Metas
5. Graffiti com Pipoca
6. Projeto Matiz
7. Imargem
8. Salve Kebrada
9. Colab 2 Crew
10. Stencil BR
11. Agua Branca
12. Arte Livre ao Ar Livre
13. Bixigraffiti
14. 9Polar
15. TamoJunto
16. Efemmeras
17. Abayomi
18. Ocupa Coletivo
19. Total Orc Gangs
20. Coletivo Oz

Confira a programação completa:

Exposição “Por Trás dos Muros”
Abertura: terça-feira, 27/03, às 19h.

As fotógrafas Mell Gonçalves e Bela Gregório visitaram os processos de criação dos vinte coletivos que fazem parte do grupo curatorial responsável pelo Dia do Graffiti. Ao trazer o universo criativo de alguns dos principais artistas que constituem a organização desse evento dedicado à arte urbana paulistana, a mostra mistura os olhares e linguagens dessas duas mulheres que também vivem a rua na vida cotidiana. Assim, o espectador é convidado a transitar entre o compilado de retratos que marcam fragmentos dos momentos de troca vividos entre elas e os artistas, dispostas e mergulhar e compreender trabalhos tão diferentes, mas todos encravados pelas ruas dos quatro cantos da cidade de São Paulo.

Bela Gregório é jornalista, fotógrafa e cineasta de formação. Imerge no universo da construção de imagens, sejam elas estáticas, em movimento ou pelos muros da cidade. Se aventura por trás das lentes de uma câmera desde 2008, quando começou a idealizar os ensaios lúdicos e imaginativos, que são a sua marca registrada. É fundadora da “Efêmmera”, entidade dedicada ao movimento das mulheres na cultura urbana paulista. Trabalhou com produção nas agências Flint Brasil, Zeppelin Filmes, Bullet e Bem São Paulo, onde realizou projetos como o programa “Vamos Combinar” do GNT, a série “Cenas Urbanas” para o canal TLC da Discovery e uma web série para a Avon. Já estagiou com edição de fotografia na revista Veja e no festival de fotografia Paraty em Foco. Em 2015, co-criou e dirigiu a primeira edição do TRILHA – Festival Feminino de Cultura Urbana. Atualmente é freelance na área de produção cultural, arte educação e fotografia.

Mell Gonçalves é fotógrafa e produtora cultural. Trabalha com fotografia e produção desde o ano de 2008. Integrante do coletivo Fabicine Cinema Independente e Cinecachoerinha, fotografando, gravando vídeos e produzindo eventos. Cursou produção audiovisual na Unip Marquês em São Paulo em 2012. Atuou como videomaker, editora de vídeo e fotógrafa no Centro Cultural da Juventude em apresentações de bandas, espetáculos teatrais e circenses nos anos de 2013 e 2014. Entre os anos de 2014 e 2016, estudou edição de imagens fotográficas e edição de videotape no Senac Lapa Scipião São Paulo. Começou seus registros na área de artes cênicas no ciclo de espetáculos do evento anual Estéticas das Periferias em 2015 e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição autoral: Corpos em Expressão – Arte, Cultura e Afeto, com fotografias de espetáculos da Mostra de Artes Cênicas, com registros dos corpos que dançam, atuam e expressam culturalmente as bordas da metrópole.

Ciclo de debates 2018

Segunda-feira, 26/03
16h – Graffiti e arte-educação
Antes de enveredar pelas galerias e outros espaços institucionalizados, o graffiti ampliou sua presença na educação não formal. Muitos/as grafiteiros/as se tornaram arte-educadores/as. Espaços como centros de atendimento em medida socioeducativa, fábricas de cultura, além de projetos sociais de organizações nas periferias são oportunidades de trabalho educativo para os/as artistas de rua. O segmento da arte-terapia, os cursos livres também em ateliês abertos e em instituições como o SESC constituem outro campo importante de ensino da arte urbana. Esta mesa se propõe a fazer uma reflexão sobre o ofício de ensinar a arte de grafitar nos diversos contextos.

Debatedores/as: André Firmiano, Hélio Oscar Schonmann, Victor Rodrigues e Bonga.
Mediação: Sócrates Magno

19h – O Fórum de Graffiti e os rumos do diálogo com a Prefeitura
No bojo da polêmica instaurada pelo prefeito João Dória no início de 2017, foi criada pela Prefeitura uma comissão de arte urbana da qual muitos/as grafiteiros/as vieram a integrar num gesto de disposição ao diálogo. Passado um ano de discussões, a comissão se esvaziou e foi criado o Fórum de Graffiti, composto somente pela sociedade civil mantendo a comunicação com o poder público. A mesa fará um balanço desse processo de negociação apontando caminhos para a discussão de políticas públicas para o graffiti na cidade de São Paulo.

Debatedores/as: Mauro Neri, Celso Gitahy e Thiago Bender.
Mediação: Eleilson Leite

Terça-feira, 27/03
16h – Graffiti e a paisagem urbana
Presente na Cidade de São Paulo desde a década de 1970, o graffiti se fortaleceu nos anos 80 pela atuação de inúmeros coletivos de arte urbana e se expandiu pelas periferias por meio da cultura hip hop nos anos 90. A virada do milênio marcou a consolidação dessa arte na paisagem urbana da capital paulista. Discutir os limites e possibilidades do graffiti e outras linguagens na composição da paisagem urbana será o objetivo desta mesa.

Debatedoras: Nene Surreal, Ana Clara e Regina Elias (Ziza)
Mediação: Letícia Rey

Apresentações musicais
Terça-feira, 27/03
20h: Sydney Valle e 4+
21h30: DJ Odara Kadiegi.

Foto: Daniel Isk

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