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Educação, arte e transformação: Renata Felinto participa da formação do Programa Jovem Monitor Cultural

A artista debateu história da arte e propôs uma atividade de reflexão sobre o papel da arte na vida cotidiana

Com o objetivo de discutir arte-educação e história da arte, os Jovens Monitores Culturais do CCJ – Centro Cultural da Juventude, das Bibliotecas Públicas de São Paulo e do Museu da Cidade & Arquivo Histórico receberam a artista plástica, pesquisadora e arte-educadora Renata Felinto. A formação de segunda-feira (12/01) foi dividida em dois momentos: um primeiro de apresentação e debate sobre as funções da arte, seguida de uma vivência realizada na praça Monteiro Lobato, no centro de São Paulo.

Renata abordou temáticas relacionadas à história da arte, trazendo uma perspectiva diferente daquela frequentemente pautada em tradições e padrões europeus. Como exemplo, ela citou os quadros encomendados de reis e rainhas da Europa, que por vários motivos fazem parte da história da arte “oficial”. “Por que não vemos representações de reis africanos?”. Renata aponta, dessa forma, que é preciso estar atento/a à maneira como a história da arte é contada.

Assim, a artista propôs, durante a formação, que os jovens pudessem refletir sobre os povos que não estão inseridos nessa história. Esses povos produzem arte? “Os antropólogos dizem que não existe povo no mundo que não produza arte. Pode ser que os objetos daquela população não estejam no museu, mas eles produzem arte”, comenta.

Para Renata, é fundamental nesse processo pensar nas relações entre a vida e a arte. Como a arte pode transformar a vida das pessoas que não necessariamente estão no ramo artístico? Como ela transforma a vida do cidadão comum?

Com o intuito de refletir sobre a forma como a arte transforma nossas vidas, os Jovens Monitores Culturais foram convidados para, em grupo, elaborar uma imagem que traduzisse essa transformação. Para ela, o exercício se embasa, no fundo, em pensar como a cultura modifica nossas vidas, já que os próprios jovens estão atuando em equipamentos culturais. Veja algumas das obras desenvolvidas:

Ao final, parte dos Jovens Monitores Culturais apresentaram suas perspectivas e objetivos com a atividade, estabelecendo conexões entre as obras realizadas coletivamente e as transformações que a arte possibilita na vida. Nesse sentido, Renata aponta a arte como educação. “Qual é o objetivo de se produzir arte hoje em dia? Eu acredito, enquanto arte-educadora, que a arte tem o poder de transformação. Ela não é exatamente só para contemplação”, opina.

Saiba mais:

Coleção “História Geral da África” (Unesco)

Afro Retratos

O negro na história da arte nacional, por Renata Felinto

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