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HacksHackers SP e Observatório da Educação criam grupo para debater uso de dados educacionais

Jornalistas, pesquisadores e programadores vão se reunir bimestralmente e trabalhar colaborativamente em aplicativos; espaço é aberto à participação de interessados
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Foto: Gustavo Faleiros

O grupo HacksHackers SP criou seu primeiro grupo temático em evento realizado em parceria com o Observatório da Educação da ONG Ação Educativa no último sábado (23/02), em São Paulo.

Com o objetivo de aprofundar o debate sobre como utilizar os dados educacionais, o encontro reuniu cerca de 40 pessoas entre programadores, jornalistas e pesquisadores da área da educação.

Na ocasião, foram discutidas formas para divulgar os dados disponibilizados pelo poder público e os passos necessários para solicitar as informações que ainda não estão acessíveis à população.

O grupo também levantou alguns temas de projetos que podem ser trabalhados nos próximos encontros e a distância, por meio de um grupo de discussão virtual: dados relacionados à violência nas escolas; ao absenteísmo de professores; monitoramento dos recursos destinados a reformas e obras nas escolas da cidade de São Paulo e números do investimento do Estado na produção de materiais didáticos.

“Pelo que vimos no primeiro encontro, este será um excelente espaço de formação coletiva, já que cada um traz para a roda diferentes experiências e conhecimentos”, explica Fernanda Campagnucci, coordenadora do Observatório da Educação.

Os encontros serão realizados bimestralmente, na sede da Ação Educativa (Rua General Jardim, 660 – São Paulo), e são abertos à participação de qualquer pessoa interessada no tema. “Esperamos com isso qualificar o debate sobre a educação e estimular o desenvolvimento de aplicativos que facilitem o acesso à informação pública”, diz Fernanda.

Para o jornalista e um dos coordenadores do HacksHackers SP, Gustavo Faleiros, o encontro foi o primeiro passo para se criarem ações concretas de análise de dados educacionais. “A partir de questões relativas à educação, foi-se mostrando quais são as bases de dados necessárias para responder essas dúvidas e, a partir disso, grupos foram criados com ideias de análise”, relata.

“A filosofia do HacksHackers é muito em torno do processo e não apenas o produto final, mas discutir como analisar aqueles dados e qual a melhor tecnologia para eles já é um aprendizado e um resultado em si próprio. A junção de pesquisadores da área de educação, de especialistas em tecnologia e de jornalistas torna os problemas mais reais e a discussão bem mais concreta em busca de soluções”, afirma Faleiros, que é bolsista Knight do Centro Internacional de Jornalistas (ICFJ).

Davi Lira, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, considera o encontro um pontapé inicial nesse processo. “Me surpreendeu porque estamos saindo daqui com alguma coisa consolidada. Acho que [esse encontro] tem tudo para prestar um serviço para a sociedade utilizando as capacidades do especialista, do repórter e do programador, que tem uma função imprescindível”.

Na opinião de Davi, hoje o Brasil tem muito dado disponível, mas é preciso avançar na produção de informação. “Talvez uma iniciativa como esta dê mais informações para os dados que já existem”, pondera.

Saiba mais e participe

O grupo de e-mails “Dados e acesso à informação na educação” pode ser acessado aqui. Para ser informado sobre os próximos encontros deste grupo e outros eventos do HacksHackers SP, acesse a comunidade no Meetup.

Do Observatório da EducaçãoTer, 26 de fevereiro de 2013

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