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Ação Educativa abre programação do Novembro Negro com oficina gratuita sobre memória, identidade e pertencimento

Aberta ao público, atividade acontece nos dias 4, 11 e 18 de novembro, com 20 vagas e inscrições gratuitas pela internet; encontros propõem reflexões e experimentações visuais a partir da exposição “Peito do Céu” da artista Pétala Lopes

A Ação Educativa realiza, nos dias 4, 11 e 18 de novembro, a oficina gratuita “O Álbum Que Me Cabe: Peito do Céu”, conduzida por Pétala Lopes. A atividade propõe uma investigação artística e coletiva sobre as relações entre família, identidade e pertencimento, a partir de reflexões e experimentações visuais. Os encontros acontecem das 19h30 às 21h30, na Sala 12 da Ação Educativa, em São Paulo, e são abertos ao público, mediante inscrição prévia. Ao todo, serão disponibilizadas 20 vagas, com inscrições pelo link:

Inspirada na exposição “Peito do Céu”, em cartaz na organização, a oficina convida os participantes a explorar imagens, memórias e narrativas pessoais e coletivas para questionar concepções tradicionais e normativas de família. A proposta é ampliar as possibilidades de compreensão sobre ancestralidade, identidade e redes de cuidado, reconhecendo diferentes experiências de afeto e convivência. Ao longo dos três encontros, a criação artística será utilizada como caminho para investigar vínculos e construir novas perspectivas sobre as relações familiares.

A iniciativa também busca proporcionar um espaço de expressão, escuta e convivência para pessoas LGBTQIA+, valorizando experiências que frequentemente não encontram reconhecimento nos modelos convencionais de família. Por meio da troca de vivências e da experimentação visual, os participantes serão estimulados a refletir sobre suas próprias histórias e sobre as diferentes formas de construir comunidades, fortalecer vínculos e estabelecer relações de cuidado.

“Quando pensamos em um álbum de família, pensamos também nas imagens que aprendemos a reconhecer como família: os retratos, as celebrações, as histórias que passam de uma geração a outra. Mas todo álbum é também feito de ausências, de rasuras, de imagens que não foram produzidas, de histórias que não encontraram lugar nesse arquivo. O que acontece quando olhamos para essas lacunas? Nesta oficina, partimos da fotografia e da memória para investigar as narrativas que construímos sobre nossas trajetórias e os modos como inventamos, reconhecemos e reivindicamos nossos pertencimentos. A família também pode ser feita de encontros, de amizades, de alianças e de vínculos que escolhemos cultivar”, explica Pétala Lopes.

Arte e memória como caminhos para ampliar o pertencimento

Ao propor uma reflexão sobre os registros visuais e afetivos que constituem as histórias individuais e coletivas, a oficina coloca em discussão as formas como as relações familiares são representadas e reconhecidas socialmente. A atividade parte da compreensão de que as experiências de pertencimento não se limitam aos laços biológicos, podendo envolver redes de apoio, convivência e cuidado construídas ao longo da vida.

A oficina integra a programação do Novembro Negro 2026 da Ação Educativa, que tem como mote a preservação e a celebração da memória social como ferramentas de luta por uma educação, uma cultura e uma sociedade mais democráticas. Neste ano, a programação homenageia Petronilha Gonçalves e Silva, reconhecendo sua trajetória e contribuição para a construção de uma sociedade antirracista.

“Valorizar a memória também significa reconhecer histórias e experiências que, muitas vezes, foram invisibilizadas. Ao abrir espaço para que diferentes pessoas compartilhem suas vivências e reflitam sobre família, identidade e pertencimento, a oficina contribui para ampliar as possibilidades de representação e fortalecer formas de criar comunidade. É uma oportunidade de pensar a arte como instrumento de expressão, acolhimento e construção coletiva”, destaca Denise Eloy, coordenadora do Centro de Formação: Educação Popular, Cultura e Direitos Humanos, da Ação Educativa.

Realizada em parceria entre o Centro de Formação e o Centro de Eventos da Ação Educativa, a atividade terá três encontros de duas horas cada. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas, e os interessados devem realizar a inscrição antecipadamente pelo formulário disponibilizado pela organização.

Serviço

Oficina: O Álbum Que Me Cabe: Peito do Céu, de Pétala Lopes

Datas: 4, 11 e 18 de novembro de 2026

Horário: Das 19h30 às 21h30

Duração: 2 horas por encontro

Local: Ação Educativa – Sala 12, São Paulo (SP)

Público: Aberta ao público, com proposta de convivência e expressão voltada a pessoas LGBTQIA+

Vagas: 20

Entrada: Gratuita, mediante inscrição prévia

Realização: Ação Educativa – Centro de Formação e Centro de Eventos

Fotos: Malu Dacio.

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