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Ação Educativa participa de oficina sobre Juventude Rural e o Direito à Educação do Campo em Brasília

Durante o encontro, a coordenadora da área de juventude, Maria Virginia de Freitas, apresentou dados e reflexões sobre o acesso da juventude rural ao sistema educacional

 

Nos dias 4 e 5 de dezembro, cerca de 50 jovens de todo o Brasil se reuniram em Brasília durante a oficina Juventude Rural e o Direito à Educação do Campo, promovida pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), em parceira com o Comitê Permanente de Juventude Rural do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).

O encontro tinha como objetivo avaliar as políticas públicas voltadas para o ensino no meio rural, bem como refletir sobre os direitos da juventude no contexto da agricultura familiar.  Em sua explanação, a coordenadora da área de juventude, Maria Virginia de Freitas, apontou a relação entre a educação e o trabalho como um dos desafios a serem enfrentados. “A educação tem que apoiar os jovens a compreender o mundo do trabalho, suas desigualdades e caminhos, bem como mecanismos e políticas existentes. A escola no campo deve dialogar com este universo para além da oferta do ensino profissionalizante, assegurando o direito de escolha do jovem, respeitando e contribuindo com o processo de construção da autonomia desses sujeitos”, explica.

Maria Virginia ressalta que a oportunidade fortalece a articulação entre Conjuve e Condraf. Segundo a coordenadora, esta é a primeira vez que a juventude rural é discutida em conjunto por essas instituições, considerando suas especificidades de maneira integrada com o cenário nacional. “O levantamento feito pela Secretaria Nacional de Juventude mostra que os segmentos juvenis foram beneficiados pelas políticas educacionais voltadas à ampliação do acesso à educação básica, porém as diferenças entre o campo e a cidade ainda são significativas, enquanto no campo, por exemplo, apenas 58% dos jovens reconhecem a escola como um lugar de destaque para sua formação profissional, 66% dos jovens nas cidades afirmam que o ensino formal muito contribuiu para seu futuro no mundo do trabalho. Esse e outros dados demonstram a importância do debate em torno do papel da escola e de seu projeto pensado para e por uma juventude rural trabalhadora”, conclui.

Projetos governamentais

Durante o primeiro dia de oficina, representantes do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério da Educação (MEC) apresentaram aos presentes avanços e estratégias futuras das políticas governamentais em relação à juventude rural e educação no campo. Os programas Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) e Nacional de Inclusão de Jovens do Campo (ProJovem Campo) foram detalhados pelos expositores .

Com informações do Portal Brasil

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