Agenda
Compartilhar

Abertura da exposição “Flores em Vida: Nãnãna da Mangueira”

O projeto Flores em Vida tem como objetivo reverenciar nomes importantes do samba paulistano, responsáveis pelas mais diversas renovações desse gênero. A ideia começou em 2016 com a homenagem a Maria Generosa da Silva, mais conhecida como Tia Nerosa, fundadora e figura central do Samba da Laje, uma das rodas de samba mais antigas da cidade. Nesta edição, a exposição fotográfica homenageará Nãnãna da Mangueira.

Nãnãna da Mangueira é comprometida com a música desde os anos 50, quando cantava nos programas de auditório da Rádio Nacional. Em 1958 mudou-se para o Morro da Mangueira onde construiu grande parte de sua história e conviveu com os grandes nomes do samba brasileiro: Carlos Cachaça, Cartola, Xangô da Mangueira, Geraldo Pereira, Zé Keti e muitos outros.

Na Estação Primeira da Mangueira, aos 13 anos, iniciou como passista, na ala Vê se Entende. Trabalhou com grandes nomes da música e da arte brasileira: Grande Otelo, Carlos Machado, Herivelto Martins, Ataulfo Alves e Monsueto. Em 1965 mudou-se para São Paulo, onde integrou o Conjunto Batucajés, dirigido por Marcos Lázaro, como cantora e passista. Essa foi a grande vitrine que abriu à Nãnãna da Mangueira as portas do mundo: Bélgica, Alemanha, Holanda, Colômbia, Perú e México, onde permaneceu por 3 anos.

Foi backing vocal para cantores consagrados e queridos como Jair Rodrigues, Almir Guineto, Jorge Costa, Armando da Mangueira. Em 2007 participou do projeto “Senhor Artista” no Sesc Pompeia ao lado de Nelson Sargento e Velha Guarda da Camisa Verde Branco. Ao final de 2009, com Wilson Moreira em São Paulo e no Rio de Janeiro, e em 2010 inaugurou o Boteco da Mangueira cantando na sua Estação Primeira de Mangueira. Trabalha onde o samba e seus amantes a chamam, incluindo as casas de samba mais conceituadas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em Campinas, apresenta-se no Tonico’s, Casa São Jorge, Casa Rio e no Pagode da Vó Tiana. Em Barra do Garças – Mato Grosso, inaugurou a Confraria do Samba e em outra ocasião, em shows memoráveis. Por quatro meses, Nãnãna da Mangueira apresentou-se em uma temporada no Bar Samba/São Paulo, com sucesso. Tem se apresentado nos SESC – Presidente Prudente, Bauru, Catanduva/SP.

Foi a primeira rainha de bateria do Brasil. Pioneira, desfilou no carnaval de São Paulo, em 1973, à frente da bateria da grande Mocidade Alegre tocando tamborim. No carnaval de 2010 foi homenageada pela sua escola de samba Estação Primeira de Mangueira, saindo à frente do carro abre alas, em homenagem a todas as mães dos sambistas e do Morro da Mangueira. Nãnãna da Mangueira lançou, recentemente o primeiro CD da sua carreira de mais de 50 anos – com direção geral de Magnu de Sousá, arranjos de Maurilio de Oliveira, acompanhada pelos talentosos integrantes do Quinteto em Branco e Preto. O CD Nãnãna da Mangueira – Caminho de Rosas tem a participação de Beth Carvalho na música Pura Paixão, do compositor Nonô do Jacarezinho.

O fotógrafo Samuel Iavelberg já trabalhou em revistas como IstoÉ e Exame, vem registrando há mais de uma década as rodas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro, construindo o projeto Flores em Vida, em parceria com a Ação Educativa.

Dia 31/07:
19h – abertura da exposição
20h30 – apresentação musical de Nãnãna da Mangueira e Regional do Batata

Visitação: de 31 de julho a 24 de agosto. Segunda a sábado, das 10h às 22h.

Com informações da página oficial Nãnãna da Mangueira