Participação de editoras da CPL reúne especialistas e autores em encontros voltados às políticas públicas do livro, à valorização da diversidade literária e ao fortalecimento do setor editorial brasileiro
A Câmara Periférica do Livro (CPL) marca presença na programação da Feira do Livro 2026 com debates que colocam em pauta os rumos das políticas públicas para o setor editorial e a potência da literatura produzida por pessoas com vivências nas periferias no Brasil contemporâneo. Reunindo editoras, autores, pesquisadores e agentes culturais, a participação da entidade reforça seu compromisso com a democratização do livro, da leitura e da bibliodiversidade.
Ao longo da feira, a CPL contará com a participação de editoras independentes e coletivos editoriais em sua programação e ocupação de banca, entre eles Me Parió, Borboleta Azul, Terra Redonda, Piu-Piu Editora, Mjiba, PB Editorial, Baderna, MoVi/FILOCZAR, Editora FALA e Vicença Editorial. A programação inclui lançamentos de livros, encontros com autores e debates sobre literatura, território, memória e políticas culturais.
No dia 1º de junho, segunda-feira, das 15h40 às 16h40, no Tablado Literário Bubu, acontece a mesa “Políticas públicas do livro para os próximos 10 anos”. O encontro reúne Lizandra Magon Almeida, da Libra e Editora Jandaíra, Ricardo Queiroz, consultor do processo participativo de construção do PELLLB-SP – iniciativa que reúne poder público, organizações da sociedade civil, bibliotecas, educadores, escritores e agentes culturais para construir políticas públicas voltadas à democratização do acesso ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas em todo o estado de São Paulo – e o editor e livreiro Sérgio Reis Alves. A mediação será de Celice Oliveira, educadora social e gestora de projetos culturais. O debate propõe uma reflexão sobre os caminhos possíveis para a construção de políticas públicas permanentes para o livro, leitura, literatura e bibliotecas, discutindo participação social, formação de leitores e fortalecimento do mercado editorial independente.
Já no dia 6 de junho, sábado, das 11h40 às 12h40, também no Tablado Literário Bubu, a mesa “Literatura de mulheres negras e periféricas hoje” coloca em evidência vozes fundamentais da produção literária brasileira contemporânea. Participam do encontro as escritoras Neide Almeida e Dinha, da editora “Me parió”, com mediação de Fernanda Nascimento. A conversa pretende discutir os atravessamentos entre território, raça, gênero e escrita, além da consolidação de novas narrativas que têm transformado o panorama da literatura brasileira nos últimos anos.
Além dos debates, a programação da banca da CPL contará com lançamentos e encontros literários ao longo da feira. Entre os destaques estão o lançamento da nova edição de “O destino de Maria”, de Eliana de Freitas, selecionado pelo PNLD Equidade; “INSULAR” e “VÁRZEA”, da Borboleta Azul; “Autobiografia dos porta-retratos”, também da Borboleta Azul; e o encontro da Editora FALA com o tema “Histórias da vida para aquelas que acreditam”.
A editora Terra Redonda realiza ainda os encontros “O Semear da Poesia: Morar, Criar e Lutar”, com o autor Luiz Kohara, e “Manipulações contra a periferia”, com o escritor Almério Barbosa. Também integram a programação os lançamentos da editora “Me Parió”, de Dinha e “A construção”, de Luiz Kohara, pela Terra Redonda.
A presença da CPL na Feira do Livro 2026 reforça o papel da entidade na articulação de debates fundamentais para o setor editorial e para a ampliação do acesso à leitura no país, aproximando o público de discussões que pensam o cenário atual e o futuro da literatura brasileira.
E inclui no final do doc do release:
Sobre a Câmara Periférica do Livro
A Câmara Periférica do Livro (CPL) é uma rede que reúne dezenas de editoras e selos editoriais das periferias de São Paulo e Região Metropolitana, além de uma associada de Belém (PA). A iniciativa atua para fortalecer a produção, circulação e comercialização da literatura periférica, ampliando a presença desses empreendimentos no mercado editorial e contribuindo para a promoção da bibliodiversidade no país.
Formada por editoras independentes comprometidas com a valorização das vozes, narrativas e territórios periféricos, a CPL é coordenada pela ONG Ação Educativa, organização da sociedade civil com mais de 30 anos de atuação em direitos da juventude à educação e à cultura, direitos humanos e democracia.
Serviço – Acompanhe a CPL: https://www.instagram.com/cpl.editorasdasperiferias/