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Ação Educativa recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento de Amelinha Teles

A Ação Educativa recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento de Amelinha Teles, nesta terça-feira, 15 de setembro, uma pessoa de trajetória fundamental não só para a luta das mulheres, quanto pelos direitos humanos, pela democracia e pelo direito à memória no Brasil.

Como uma das fundadoras da União de Mulheres de São Paulo, ajudou a construir espaços de articulação, formação política e mobilização que atravessaram diferentes gerações de mulheres. Participou das mobilizações feministas durante a Constituinte de 1987–1988 e esteve ligada a inúmeras iniciativas de defesa e ampliação dos direitos das mulheres. Seu trabalho de defesa da memória e da verdade teve resultado direto nas denúncias das graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro durante a ditadura civil militar  e para dar visibilidade às violências específicas sofridas pelas mulheres.

Entre seus muitos legados estão as Promotoras Legais Populares, experiência que articula feminismo, educação popular e acesso à Justiça, formando mulheres para conhecer, defender e multiplicar direitos em seus territórios. Uma prática profundamente conectada à ideia de que a transformação social se constrói coletivamente, a partir da circulação de conhecimentos e do fortalecimento da autonomia das mulheres.

Sua trajetória também se cruzou com a da Ação Educativa, especialmente por meio do diálogo com a área de Gênero e Educação e das redes e movimentos dos quais fizemos e seguimos fazendo parte. Para integrantes de nossa equipe, sua presença remonta ainda aos espaços de organização feminista dos anos 1990, quando a União de Mulheres de São Paulo já era lugar de encontro, formação e articulação de diferentes vertentes do movimento.

Escritora, militante e incansável educadora, Amelinha deixa uma contribuição imensa para a história do feminismo brasileiro, que ela ajudou a construir.

Manter seus caminhos em movimento é uma forma de mantê-la como presença e referência da nossa constante luta por democracia, memória, justiça e pelos direitos das mulheres, carregando conosco tudo o que Amelinha ajudou a semear.

À família, às companheiras da União de Mulheres de São Paulo, amigas, amigos e a todas as pessoas que compartilharam sua caminhada, manifestamos nosso carinho e solidariedade.

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