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Literatura periférica ocupa os principais festivais do país e CPL chega à FLIPEI com autores, editoras e programação diversa

Câmara Periférica do Livro reúne editoras independentes, autores de diferentes territórios e participa da programação da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes com banca coletiva e mesas de debate

Depois de marcar presença na Feira do Livro, no Pacaembu, em São Paulo, e na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a Câmara Periférica do Livro (CPL) chega à Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI) entre os dias 05 e 09 de agosto, no Galpão Elza Soares (MST) em São Paulo reafirmando o protagonismo da literatura produzida nas periferias brasileiras. 

Com uma banca coletiva reunindo editoras da rede e a participação de diversos autores e autoras na programação oficial, a CPL reforça seu compromisso com a bibliodiversidade, a circulação de obras independentes e a democratização do acesso ao livro.

Na FLIPEI, o público encontrará títulos publicados por Kitembo, Quilombhoje, Selo Sarau do Binho, Editora FALA, MoVi, Selin Trovoar, Dandara, Me Parió Revolução, Borboleta Azul, além de acompanhar mesas que reúnem escritores, pesquisadoras e agentes culturais ligados à Câmara Periférica do Livro, que é uma iniciativa da Ação Educativa. 

A programação evidencia a diversidade que caracteriza a rede, com obras que abordam literatura negra, periférica, indígena, LGBTQIAPN+, feminismos, memória, infância, poesia, romance, ensaio, direitos humanos, educação, cultura e pensamento crítico.

Autores e autoras periféricos como Dinha, Helena Silvestre, Israel Neto, Maria Rosa, Suzi Soares, Marília Fróis e Projeto LibertArte também compõe a programação. 

A participação na FLIPEI integra um calendário intenso da CPL em 2026. Ao longo do ano, a rede esteve presente nos principais encontros literários do Sudeste, passando pela Feira do Livro, no Pacaembu, e pela Flip, em Paraty. Ainda participa da Bienal Internacional do Livro de São Paulo e prepara a realização da Feira do Livro Periférico, principal iniciativa da organização, que acontece em dezembro e reúne editoras, autores, artistas e leitores em torno da produção literária das periferias.

Mais do que ocupar espaços, a Câmara Periférica do Livro tem ampliado a presença das editoras independentes em grandes eventos do mercado editorial brasileiro, demonstrando que a literatura produzida nas margens dialoga com os principais debates contemporâneos e conquista cada vez mais leitores. “Ao reunir dezenas de editoras em uma atuação coletiva, a CPL fortalece a circulação de livros, cria novas oportunidades para seus associados e evidencia a riqueza estética, política e editorial da produção periférica”, afirma Marília Fróis, coordenadora de Cultura da Ação Educativa.

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