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Os obstáculos à gestão participativa e as oportunidades promovidas pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Relato encontro 1 – seminário “um mapa dos desafios para o estado de São Paulo”

Na última terça, 11, tivemos o primeiro encontro do seminário “Um mapa para os desafios do estado de São Paulo”, parte do projeto Inovação, desenvolvimento e resiliência nas políticas públicas em São Paulo: um mapa para os desafios entre 2020-2030, que em desenvolvimento pelo Coletivo 660, representado pela Ação Educativa.

Nesta primeira atividade, Ana Cláudia Teixeira e Jorge Abrahão apresentaram panoramas sobre a gestão participativa e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, respectivamente. 

Ana falou sobre o papel pioneiro do Brasil na gestão participativa, destacando experiências únicas e concretas no engajamento de cidadãos – reconhecendo que cada país tem experiências muito diversas e trajetórias individuais. Na perspectiva de Ana, a participação é um ideário, que trata de uma busca com horizonte utópico que, ao longo dos anos, foi agregando novas ideias – partindo de emancipação, nos anos 1970, na busca de uma educação para cidadania, à escuta de milhares de sujeitos.

Ana apontou diversos desafios com relação à participação: da deslegitimação e do questionamento de espaços de participação por governos autoritários, à resistência, dificuldade de conexão da gestão participativa com o poder de decisão e com as mudanças tecnológicas. O artigo da Ana, Trajetórias do Ideário Participativo no Brasil, pode ser encontrado aqui: ttps://periodicos.ufba.br/index.php/crh/article/view/33834

Jorge, por sua vez, falou sobre a trajetória dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que oferece pistas sobre os desafios da próxima década no estado de São Paulo. De acordo com Jorge, estes objetivos estão relacionados ao modelo de desenvolvimento criado e avançado após a revolução industrial, que se viu crescer muito no último século. “são incomensuráveis os desafios que surgem a partir disso, permeando desde desigualdades ao impacto na saúde, inclusive mental, da sociedade”, adverte.

Jorge considera um êxito a construção da agenda dos ODS, assinada por cerca de 190 países, mas sua implementação segue um desafio. Jorge acredita que o estado de São Paulo pode ser referência na incorporação dessa agenda, mas deverá, para tanto, pensar a inversão de prioridades, dando ênfase à questões como as mudanças climáticas, por exemplo.

A página do programa Cidades Sustentáveis, coordenado por Jorge, pode ser visitada aqui: https://www.cidadessustentaveis.org.br/inicial/home.

Para quem não pôde acompanhar ao vivo, o encontro está salvo na página da Ação Educativa: https://fb.watch/3CHA7-Bg-M/

Os demais encontros continuarão a ser exibidos na página da Ação Educativa, sempre às terças e quintas-feiras, das 15h às 16h. O próximo será amanhã, dia 18 de fevereiro, e contará com a presença de Débora Dias (Uneafro) e Oded Grajew (Instituto Ethos) para discutir o tema das desigualdades.

Até lá!

Alguns links citados ou sugeridos pela Ana Cláudia Teixeira:

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