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Os obstáculos à gestão participativa e as oportunidades promovidas pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

Relato encontro 1 – seminário “um mapa dos desafios para o estado de São Paulo”

Na terça-feira, dia 11 de fevereiro de 2021, aconteceu o primeiro encontro do seminário “Um mapa para os desafios do estado de São Paulo”, parte do projeto Inovação, desenvolvimento e resiliência nas políticas públicas em São Paulo: um mapa para os desafios entre 2020-2030, que está sendo desenvolvido pelo Coletivo 660 representado pela Ação Educativa. Neste primeiro dia, conversamos com Ana Cláudia Teixeira e Jorge Abrahão, que nos esclareceram os panoramas com relação à gestão participativa e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, respectivamente. 

Ana nos lembrou do papel pioneiro do Brasil na gestão participativa, sendo que temos experiências únicas e concretas no engajamento de cidadãos – cada país tem experiências  muito diversas e trajetórias individuais. A participação é um ideário, trata-se de uma busca com horizonte utópico e, ao longo dos anos, ele foi se transformando, foram sendo agregadas novas ideias com o tempo – fomos de emancipação, nos anos 1970, uma educação para cidadania, à escuta de milhares de sujeitos. Há diversos desafios com relação à questão: deslegitimação e questionamento de espaços de participação por governos autoritários, resistência, dificuldade de conexão da gestão participativa com o poder de decisão de fato e as mudanças tecnológicas. O artigo da Ana, Trajetórias do Ideário Participativo no Brasil, pode ser encontrado aqui: https://periodicos.ufba.br/index.php/crh/article/view/33834

Jorge, por sua vez, nos apresentou a trajetória dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que nos dá pistas do que viveremos de desafios na próxima década no estado de São Paulo. Ela está muito relacionada ao modelo de desenvolvimento criado e avançado após a revolução industrial, que se viu crescer muito no último século – e são incomensuráveis os desafios que surgem a partir disso, que permeiam desde desigualdades, ao impacto na saúde, inclusive mental, da sociedade. A construção da agenda dos ODS, assinada por em torno de 190 países, foi um êxito – mas, a partir dela, vem o desafio da implementação. O estado de São Paulo pode ser referência na incorporação dessa agenda, mas deverá, para tanto, pensar a inversão de prioridades, dando ênfase à questões como as mudanças climáticas, por exemplo. A página do programa Cidades Sustentáveis, coordenado por Jorge, pode ser visitada aqui: https://www.cidadessustentaveis.org.br/inicial/home, bem como diversos artigos por ele escritos.

Para quem não pôde acompanhar ao vivo, ficou salvo o encontro na página da Ação Educativa: https://fb.watch/3CHA7-Bg-M/

Os demais encontros continuarão a ser exibidos na página da Ação e acontecerão sempre às terças e quintas-feiras, das 15h às 16h. O próximo será amanhã, dia 18 de fevereiro, e contará com a presença de Débora Dias (Uneafro) e Oded Grajew (Instituto Ethos) para discutir o tema das desigualdades.

Até lá!

Alguns links citados ou sugeridos pela Ana Cláudia Teixeira:

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