O Afluentes aposta na juventude negra periférica como sujeito político da construção de uma cultura ecológica, capaz de conectar território, memória, produção cultural e incidência política. A partir dos próprios contextos de vida, jovens lideranças elaboram leituras críticas sobre racismo ambiental e direitos socioterritoriais, transformando experiência vivida em proposta política.
O Projeto Afluentes – Uma cultura ecológica consolida a agenda socioambiental da Ação Educativa como eixo estruturante, articulando justiça racial e direitos humanos ao enfrentamento da crise climática. Lançado em 2024, parte da premissa de que os impactos ambientais não são neutros; por isso, as respostas à emergência climática devem emergir das periferias, reconhecendo saberes locais e trajetórias comunitárias como forças essenciais para a projeção de novos imaginários.
Com atuação central no Jardim Lapenna, zona leste de São Paulo, o programa combinou formação, processos participativos e expressão cultural, conectando-se à governança local. Nesta primeira etapa, o percurso envolveu encontros presenciais, atividades autogestionadas e o Acampamento da Juventude, uma imersão que fortaleceu vínculos e preparou os participantes para a mediação de grupos voltados a elaboração de políticas públicas comprometidas com o bem-viver.
A dimensão cultural atravessou todo o ciclo como linguagem de resistência e incidência, culminando em intervenções artísticas, festivais e exposições. Tal jornada expandiu-se para arenas globais, como a Cúpula Social do G20 e agendas da COP-30. Em 2026, o Afluentes inaugura uma nova etapa, voltada à formação de educadores e agentes culturais. O objetivo é expandir a circulação de metodologias e práticas, reafirmando as periferias como polos de imaginação política e criação de futuros sustentáveis.