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Saneamento insuficiente e agravamento das mudanças climáticas ameaçam a próxima década

RELATO ENCONTRO 5 – SEMINÁRIO “UM MAPA DOS DESAFIOS PARA O ESTADO DE SÃO PAULO”

Na última terça, 2 de março, foi realizada a 5º edição do seminário “Um mapa para os desafios do estado de São Paulo”, um debate com a participação de Marussia Whately, falando sobre água e saneamento, e Luiz Marques, sobre mudanças climáticas. A atividade faz parte do projeto Inovação, desenvolvimento e resiliência nas políticas públicas em São Paulo: um mapa para os desafios entre 2020-2030, que está sendo desenvolvido pelo Coletivo 660 representado pela Ação Educativa.

A íntegra do encontro foi transmitida na página da Ação Educativa no facebook , e pode ser acompanhada pelo vídeo abaixo, no You Tube:

Iniciando o encontro, a arquiteta e urbanista especialista em recursos hídricos e saneamento, Marussia Whately, tratou o tema água e saneamento, no qual atua pelo Instituto Água e Saneamento (IAS). A centralidade das desigualdades aparece também quando se discute o acesso ao esgotamento sanitário, aponta Marussia: 43% dos brasileiros hoje não tem acesso adequado à agua e ao saneamento adequado. A pesquisadora aponta que, de acordo com uma pesquisa da UNICEF (2018), esta é a privação que mais atinge crianças e adolescentes no país.

Líder do projeto “De Olho nos Mananciais”, Marussia abordou abordou a legislação e instrumentos de planejamento do saneamento para explicar suas três as dimensões: as políticas públicas, a gestão pública e a operação dos serviços de saneamento básico. Por fim, a pesquisadora também apresentou a ferramenta Municípios e Saneamento, produzida pelo IAS, que permite avaliar a infraestrutura de saneamento por cada cidade do país.

Na sequência, Luiz Marques, livre-docente do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas e integrante do Coletivo 660, tratou da vulnerabilidade climática do estado de São Paulo, enfatizando o histórico e as projeções de aquecimento e mudanças em diversas cidades do estado.

Autor do livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”, Luiz falou sobre os três principais impactos trazidos pelas ilhas de calor , pelos picos de calor urbano, quais sejam “o declínio na oferta de água, a maior insegurança alimentar e a elevação do nível do mar”.

Em sua apresentação, Luiz discutiu dados gerais sobre o aquecimento global , demonstrando que, desde o início dos registros históricos, praticamente todas as marcações de temperaturas mais elevadas ocorreram no século XXI. Ao abordar a situação das condições climáticas no país e no estado de São Paulo, o professor, informou que “a previsão do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais é que a temperatura média da Região Metropolitana de São Paulo aumente entre 0,9ºC e 1,7ºC nesta década”. Caso queira saber mais sobre o tema, entre em contato via e-mail com o professor Luiz.

O próximo e último encontro será amanhã, terça-feira, dia 9 de março das 15h às 16h30 e contará com a presença dos professores José Alves e Sérgio Amadeu, que debaterão conosco os temas de educação e juventude e tecnologia.

Até lá!

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