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Situação dos jovens no município de São Paulo pauta audiência pública nesta sexta-feira

O encontro é uma iniciativa do projeto Mude com Elas para propor políticas públicas de enfrentamento ao desemprego e os reflexos da pandemia, e será realizado às 10h, na Câmara Municipal de São Paulo;  

O projeto Mude com Elas, voltado para o protagonismo de jovens mulheres negras no mercado de trabalho, discutirá o desemprego juvenil em uma audiência pública a ser realizada na Câmara Municipal de São Paulo nesta sexta-feira (12/11), às 10h.  Durante o encontro também serão abordadas as políticas públicas para esse grupo. O Mude com Elas é uma iniciativa da Ação Educativa, Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha em São Paulo e o Instituto Terre des hommes Alemanha.

Os impactos da pandemia são sentidos por toda a população, mas em um país desigual social e economicamente como o Brasil, determinados grupos enfrentam reflexos negativos ainda maiores. Os jovens que há anos lidam com a falta de oportunidades e condições de trabalho qualificadas estão entre os mais atingidos pela alta de desemprego.

Um estudo da Fundação Getútilo Vargas (FGV) aponta que nos últimos seis anos os jovens foram os que mais perderam renda, sobretudo na faixa entre 20 e 24 anos de idade (queda de 27% de rendimentos, em comparação a uma queda de 8,4% da população em geral). Entre os mais pobres os rendimentos caíram, em média, 47%.

Outros dados relevantes, obtidos pelo projeto GOYN/United Way Brasil, indicam que São Paulo possui  2,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos e 30% deles estão em vulnerabilidade social. Já a pesquisa Trabalho e Renda, da Rede Nossa São Paulo e IBOPE Inteligência (2021), mostra que 28% dos desempregados estão situados na faixa dos 16 e 24 anos – o que equivale a 411.473 pessoas.

As condições de trabalho ficam ainda mais desiguais quando há um recorte de gênero e raça. Já em 2019 mulheres negras, entre 14 a 24 anos de idade, lideravam as taxas de desocupação (34,4%), enquanto a média da população nessa faixa etária era de 25,8%.

Desemprego juvenil e políticas públicas para jovens no município de São Paulo

A audiência proposta na Câmara pela vereadora Elaine do Quilombo Periférico (PSOL) já tem confirmada a presença das secretárias municipais Claudia Carletto e Aline Cardoso, à frente das pastas de Direitos Humanos, e do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, respectivamente.  

Maria Eugenia Ruiz, diretora-geral da Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura; Renan Marino Vieira, diretor presidente da ADesampa; e o coordenador do departamento de Coordenação de Política de Juventude da prefeitura, Ramirez Augusto Lopes Tosta, também participarão.

Mude com Elas

O projeto Mude com Elas atua em duas frentes: incidência e inserção no mercado de trabalho. Envolve uma equipe de multiatores composta por representantes da sociedade civil, do poder público e setor privado. Na audiência pública, serão apresentadas algumas propostas da iniciativa como o reconhecimento de jovens como sujeitos de direitos e o resgate do Estatuto da Juventude e da Agenda Nacional de trabalho decente para a Juventude.

Incentivar programas de fomento aos coletivos juvenis para geração de trabalho e renda, com prioridade para as mulheres negras de periferia, disponibilizando serviços de assistência e financiamento adequados ao perfil autogestionário e associativo também faz parte das propostas. Conheça o documento com todas as ideias sugeridas no site da Ação Educativa, clicando aqui.

Confira também a história de duas jovens do projeto Mude com Elas:

SERVIÇO

Audiência pública: Desemprego juvenil e políticas públicas para jovens no município de São Paulo
Quando: 12/11
Horário: 10h
Onde: Câmara Municipal de São Paulo

Sobre a Ação Educativa 

Criada em 1994, é uma organização de direitos humanos, sem fins lucrativos, com uma trajetória dedicada à luta por direitos educativos, culturais e da juventude. Desde a sua fundação, integra um campo político de organizações e movimentos que atuam pela ampliação da democracia com justiça social e sustentabilidade socioambiental, pelo fortalecimento do Estado democrático de direito e pela construção de políticas públicas que superem as profundas desigualdades brasileiras, bem como pela garantia dos direitos humanos para todas as pessoas

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