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Confira a programação do Novembro Negro na Ação Educativa

A Ação Educativa preparou debates, seminários e atividades culturais para o mês da Consciência Negra, pautadas no resgate e valorização da cultura negra e na discussão de políticas públicas para equidade racial; Este post será atualizado regularmente com as novidades!

Exibição do documentário “Mulheres do Ayê: saberes ancestrais através das ervas” é a primeira atração;

A Ação Educativa, organização de direitos humanos sem fins lucrativos, promove a quarta edição do Novembro Negro. A programação se estende até o fim do mês e inclui debates, seminários, lançamentos de livro e documentário, que buscam resgatar e valorizar a ancestralidade dos povos negros, assim como discutir políticas públicas para equidade racial.

O documentário “Mulheres do Ayê: saberes ancestrais através das ervas”, produzido pelo Coletivo Onilé, marca a estreia da programação. O filme foi exibido na segunda, às 16h, nos canais de YouTube e Facebook da Ação Educativa, e nas redes sociais da Casa de Cultura do Itaim Paulista. 

A relação de cinco mulheres pretas e afroindígenas com plantas e ervas no autocuidado do corpo, em várias dimensões, é o mote do documentário. Benedita, Iracema e Mauralis, Iyá Cristina e Elena, residentes da zona leste de São Paulo, contam suas histórias de resistência e como se fortalecem na troca de energias com as ervas, a partir de saberes ancestrais. Hoje elas passam todo esse conhecimento adiante numa tentativa de continuidade dessas experiências e construção de afeto.

A produção faz parte do projeto Te Cuido Preta, fomentado pelo Programa VAI 2020, da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo. A iniciativa surgiu da necessidade de registrar saberes ancestrais de mulheres pretas, afroindígenas e periféricas na relação de autocuidado com o corpo, através de elementos naturais como ervas e plantas. Uma forma de reconhecimento a contribuição dessas populações para sociedade ao longo da história.

Educação Quilombola

A programação do Novembro Negro seguiu em 22/11, com o lançamento do curso “Educação Quilombola: Vivências, educação e caminhos”, organizado pelo Centro de Formação da Ação Educativa. O intuito do curso é preparar profissionais da área do ensino para a elaboração e implementação das diretrizes curriculares da educação escolar quilombola, a partir de conceitos e experiências. 

Para participar basta acessar www.ead.acaoeducativa.org.br, criar uma conta na plataforma e ingressar no curso na área “Cursos gratuitos”.

Equidade racial

Em 24/11, às 19 horas, as educadoras Ednéia Gonçalves, Ana Lúcia Silva Souza, Ana Beatriz da Silva, Denise Carreira e Kassandra da Silva Muniz se reúnem para debater políticas sociais voltadas à promoção da equidade racial. As convidadas comentarão iniciativas públicas que visam o enfrentamento do racismo no campo do ensino e também abordaram ações afirmativas construídas pela sociedade civil como o Concurso Negro e Educação e o Uniperiferias.

Parceria da Ação Educativa e ANPED, com o apoio da Fundação Ford, o concurso realizado desde 1999 tem o objetivo de fortalecer o desenvolvimento de pesquisas sobre educação e população negra. Já a Uniperiferias é uma universidade da sociedade civil, projetada pelo Instituto Maria e João Aleixo, que se dedica à formação de especialistas em periferias, produção de conhecimentos e ações que visibilizam e fortalecem as potências nessas regiões.

O encontro será transmitido pelo YouTube e Facebook da Ação Educativa.

Lançamento

Às 19h, de 25/11, o público poderá acompanhar o lançamento do livro “Ensinando comunidade: uma pedagogia da esperança”, de bell hooks. O evento conta com a presença da coordenadora executiva da Ação Educativa, Edneia Gonçalves, autora do prefácio do livro, e do pesquisador Vinícius da Silva, tradutor de duas obras da autora. A mediação fica por conta da coordenadora de eventos e comunicação da AE, Juliane Cintra. Acompanhe a transmissão pelo YouTube e Facebook da Ação Educativa.

Confira um trecho do prefácio escrito por de Ednéia Gonçalves: “bell hooks narra seu processo de formação acadêmica e identifica como epicentro de sua brilhante carreira a vivência como estudante de escola segregada, onde professoras e professores alicerçaram o processo de ensino no fortalecimento da autoestima e na crença absoluta na capacidade de estudantes negros e negras, de construírem trajetórias acadêmicas, com a excelência necessária para sustentá-los no confronto com o poder e com os efeitos do pensamento supremacista branco, que enfrentariam ao longo de suas carreiras futuras.”

O lançamento do título é uma parceria com a Editora Elefante e está disponível no site www.elefanteeditora.com.br

Tecnologia

“Diálogos Antirracistas sobre Tecnologia: Reconhecimento Facial e Segurança Pública” é o tema de encontro marcado para 27/11, às 15h30. A proposta é discutir os impactos de políticas de vigilância, considerando o racismo institucional latente no Brasil.

Ainda durante o evento, serão apresentados os resultados da pesquisa Prioridades Antirracistas sobre Tecnologia e Sociedade, da Ação Educativa. O encontro será transmitido pelas redes sociais da organização.

Seminários

Nos dias 23 e 30/11, o Coletivo 660, que conta com representantes da Ação Educativa, promove seminários para discutir educação, cultura e trabalho para as juventudes. Nos dois dias, os encontros são realizados das 15h às 18h e terão a participação de educadores, especialistas em políticas sociais.

No encontro do dia 23, tivemos dois debates. O primeiro abordou o “Panorama da educação escolar no estado de São Paulo”, com Salomão Ximenes (UFABC), Sérgio Stoco (Unifesp) e Edneia Gonçalves (Ação Educativa), considerando o contexto de desmonte da educação nacional, o cenário estadual e o impacto da pandemia no ensino. E o segundo debate discutiu “Juventude, ensino médio e trabalho no estado de São Paulo”, com a presença de Maria Carla Corrochano (UFSCAR), da professora pública Gisele Augusto, que trouxe informações e críticas sobre o projeto Inova Educação, e do pesquisador Daniel Sousa, que falou sobre acesso ao trabalho de jovens mulheres negras.

E no encontro da semana seguinte, no dia 30, o tema será “Juventude, cultura e auto-organização”, que contará com a participação do produtor cultural Gil Marçal, a articuladora cultural Vanessa Mendes e o educador Luiz Bugarelli, do Cursinho Popular Podemos e do Levante Popular da Juventude.

Os eventos são voltados a acadêmicos, estudantes, profissionais da área da educação, políticas públicas e sociais, e serão transmitidos pelo YouTube e Facebook da Ação Educativa.  

Novembro Negro

Documentário “Mulheres do Ayê: saberes ancestrais através das ervas”
15/11, às 16h

Lançamento do curso – Educação Quilombola: Vivências, educação e caminhos 
22/11 – no site www.ead.acaoeducativa.org.br

Ações Afirmativas: entre iniciativas populares e políticas públicas
24/11, às 19h 

Lançamento do livro
Ensinando comunidade: uma pedagogia da esperança
25/11, às 19h 

Diálogos Antirracistas sobre Tecnologia:
Reconhecimento Facial e Segurança Pública
27/11, às 15h30 

Seminários juventudes, educação, trabalho e cultura
23/11 e 30/11, das 15h às 17h

Transmissões
www.youtube.com/user/acaoeducativa
www.facebook.com/acaoeducativa


Sobre a Ação Educativa 

Criada em 1994, é uma organização de direitos humanos, sem fins lucrativos, com uma trajetória dedicada à luta por direitos educativos, culturais e da juventude. Desde a sua fundação, integra um campo político de organizações e movimentos que atuam pela ampliação da democracia com justiça social e sustentabilidade socioambiental, pelo fortalecimento do Estado democrático de direito e pela construção de políticas públicas que superem as profundas desigualdades brasileiras, bem como pela garantia dos direitos humanos para todas as pessoas. 

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